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DESVENDANDO A SÍNDROME PÓS-FINASTERIDA: IMPACTOS ALÉM DO TRATAMENTO DA CALVÍCIE




 

Em busca de soluções para a calvície, muitos recorrem à finasterida, um medicamento amplamente conhecido por sua eficácia no combate à perda de cabelo.  


Contudo, além dos benefícios, é fundamental entender os riscos associados, principalmente a Síndrome Pós-Finasterida (SPF), uma condição complexa e multifacetada que pode afetar profundamente a qualidade de vida dos pacientes!



O Que é a Síndrome Pós-Finasterida? 


A SPF é caracterizada por um conjunto de disfunções no organismo, que podem surgir durante ou após a interrupção do tratamento com finasterida ou dutasterida. 


Alarmantemente, uma parcela significativa dos pacientes desenvolve disfunções sexuais, físicas e neurológicas, algumas das quais podem ser difíceis de reverter ou, em casos extremos, irreversíveis.[3 e 4] 


É também considerada uma forma de Síndrome Pós-Privação Androgênica, semelhante à Síndrome de Insensibilidade a Andrógenos (AIS) Tipo II.  

Isso quer dizer que o uso do medicamento pode causar mudanças epigenéticas, afetando negativamente os receptores de hormônios masculinos androgênicos (RNAm-AR) . [1]

Estes não funcionando como deveriam, fazem com que o paciente sinta-se em uma constante e profunda privação hormonal, onde, em muitos casos a reposição tradicional de hormônios pode ser ineficaz ou até mesmo prejudicial.







Sintomas e Durabilidade 

Os efeitos adversos variam enormemente entre os indivíduos, com alguns relatando sintomas severos, mesmo após um curto período de uso.


Dentre os mais relatados, incluem disfunções sexuais, como diminuição da libido, disfunção erétil, anestesia genital, alterações no orgasmo e etc.. e problemas neurológicos, incluindo depressão, ansiedade, pânico, anedonia/ anestesia emocional entre outros. [3 e 4] Além destes, existem centenas de sintomas específicos que vão desde distúrbios hormonais, metabólicos, imunitários, epigenéticos e até mesmo afetar diretamente órgãos e tecidos, os quais serão abordados de forma minuciosa outra ocasião.



O mais desconcertante é que esses efeitos adversos podem persistir por meses ou anos após a cessação do medicamento, com relatos de persistência variando de 3 à 9 anos [3 e 4]











Uma "Roleta-Russa" Farmacológica 


Você pode estar se perguntando: Será que a síndrome afeta a todos?


Na verdade, a resposta ao medicamento é incrivelmente variável, com alguns pacientes não experimentando efeitos colaterais, enquanto outros desenvolvem problemas crônicos.  


Algumas fontes indicam que, em torno de 3-5% das pessoas teriam predisposição à SPF, no entanto essa afirmação é contestada [4], considerando que:


-Pode existir uma enorme subnotificação dos sintomas.

-Estudos que mostram segurança são financiados pelos fabricantes dos medicamentos, ou, utilizam métodos não padronizados de análise.


-Entre outros.


Esta imprevisibilidade é frequentemente descrita como uma "roleta-russa", pois não há maneira de prever como um indivíduo reagirá. [3] 











Progressão e Resposta ao Tratamento 

Curiosamente, a maioria dos casos envolve um início rápido e progressivo ou intensificação dos problemas de saúde após a interrupção do medicamento, um fenômeno conhecido como "crash". [2] 



É mais comum em homens mais jovens, mesmo aqueles que tomam doses menores (1mg)  do medicamento.[7] 









Impacto Econômico e Social 

Além do impacto na saúde dos indivíduos, a SPF representa um desafio econômico significativo, com custos associados na União Europeia estimados em €157 bilhões. [5] 


Estes custos refletem não apenas o tratamento das condições, mas também os danos causados nas fases de desenvolvimento e vida adulta. 







O Cenário Atual na Comunidade Médica 

A tendência de prescrever finasterida sem uma plena conscientização dos riscos tem gerado preocupações.

  

A síndrome é praticamente desconhecida no Brasil e em outros lugares do mundo, apesar das evidências científicas e dos milhares de relatos de sintomas graves e peculiares ao redor do mundo, como pode ser evidenciado através de fóruns como o [propeciahelp.com] Isso levanta questões sobre a necessidade de uma abordagem mais cautelosa e informada na prescrição desses medicamentos.[6] 


À medida que desvendamos as camadas da Síndrome Pós-Finasterida, somos confrontados com mais perguntas do que respostas.

  

Continue acompanhando esta análise profunda, pois a próxima parte promete trazer luz a questões complexas que desafiam nosso entendimento atual!








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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: 


1-) Hornig, N. C., Ukat, M., Schweikert, H. U., Hiort, O., Werner, R., Drop, S. L. S., … Ahmed, S. F. (2016). Identification of an AR Mutation-Negative Class of Androgen Insensitivity by Determining Endogenous AR Activity. Journal of Clinical Endocrinology and Metabolism, 101(11), 4468–4477. DOI: 10.1210/jc.2016-1990 


 

2-) Morgans, J. (2018, April 27). Health: I need to quit hair loss drugs before they kill me. Vice. Obtido de <https://www.vice.com/


3-) Propecia. (2020). Post-Finasteride Syndrome as an Epigenetic Post-Androgen Depravation Syndrome: A potential pathological link between Drug-Induced Androgen Receptor Overexpression and Polyglutamine Toxicity. PropeciaHelp. Recuperado em abril 11, 2020, de <https://www.propeciahelp.com/



4-) Traish, A. M. (2020). Post-finasteride syndrome: a surmountable challenge for clinicians. Fertility and Sterility, 113(1), 21–50. DOI: 10.1016/j.fertnstert.2019.11.030



5-) Trasande, L., Zoeller, R. T., Hass, U., Kortenkamp, A., Grandjean, P., Myers, J. P., … Legler, J. (2015). Estimating Burden and Disease Costs of Exposure to Endocrine-Disrupting Chemicals in the European Union. Journal of Clinical Endocrinology and Metabolism, 100(4), 1245–1255. DOI: 10.1210/jc.2014-4324 


 

6-) Trüeb, R. M., Régnier, A., Rezende, H. D., & Gavazzoni Dias, M. F. R. (2019). Post-Finasteride Syndrome: An Induced Delusional Disorder with the Potential of a Mass Psychogenic Illness?. Skin Appendage Disorders, 5(5), 320–326. DOI: 10.1159/000497362 


7-)Baas, W. R.; Butcher, M. J.; Lwin, A.; Althof, S.; Kohler, T. S.; McVary, K. T. Review of the FAERS Data on 5-Alpha Reductase Inhibitors: Implications for Postfinasteride Syndrome. Urology, [S.l.], v. xx, n. xx, p. xx-xx, 27 jun. 2018. DOI: https://doi.org/10.1016/j.urology.2018.06.022.

 

 

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